A Polícia Federal prendeu Wilker Leão, candidato a deputado federal pelo partido Novo, em flagrante após ele pintar de branco um muro do Instituto de Artes da Universidade de Brasília (UnB), destruindo obras de alunos. O candidato, que já foi expulso da universidade por gravar professores sem consentimento com a intenção de ridicularizá-los, também teria agredido estudantes no local. A UnB condenou a ação, classificando o ato como violento e covarde, e informou que a polícia foi acionada.
A Universidade de Brasília (UnB) publicou uma nota de repúdio contra os atos de violência e depredação de patrimônio público realizados por um candidato de extrema direita. O incidente ocorreu dentro do campus universitário e gerou forte reação da comunidade acadêmica.
De acordo com a UnB, Wilker Leão, candidato a deputado federal pelo partido Novo, foi preso em flagrante pela Polícia Federal. A prisão ocorreu após ele depredar pinturas em um muro do Instituto de Artes. Testemunhas relatam que ele estava acompanhado de apoiadores, que teriam agredido estudantes presentes no local.
- Prisão em flagrante: A Polícia Federal atuou no momento do crime de depredação.
- Dano a arte: Muro do Instituto de Artes foi pintado de branco, destruindo obras de alunos.
- Histórico de conflito: O candidato já foi expulso da UnB por gravar professores sem permissão.
- Repúdio oficial: A universidade classificou a ação como violenta e covarde.
- Apoio às vítimas: A UnB se solidariza com os estudantes agredidos.
A universidade declarou em nota que o ataque está associado a métodos adotados pela extrema-direita. Segundo a instituição, tais práticas são ilegais e covardes, pois só se tornam possíveis quando há impossibilidade de um debate qualificado e respeitoso.
Por isso, a união da comunidade em defesa da Universidade é tão importante.
Histórico de conflitos na universidade
Wilker Leão tem sido o centro de uma série de conflitos com a comunidade universitária. Recentemente, ele foi expulso da UnB, onde cursava o curso de História. A expulsão foi resultado de um processo disciplinar que o condenou por gravar professores e alunos sem o consentimento deles, com o objetivo explícito de ridicularizar as vítimas.
Em abril deste ano, Leão, acompanhado de outros militantes de direita, convocou um ato na UnB que estimulava a violência contra estudantes da instituição. Na convocação, foram usadas frases como trocar porrada com os vermes e porrada nos comunistas, o que gerou grande preocupação e a suspensão do evento.
Protocolo de segurança acionado
Neste domingo, Leão retornou ao campus para pintar de branco o muro do Instituto de Artes, destruindo definitivamente as pinturas feitas pelos alunos. Em resposta, a UnB ativou o protocolo de segurança previsto para situações de violência e depredação.
Forças policiais foram acionadas e houve prisão em flagrante pela Polícia Federal. A Universidade está adotando todas as providências administrativas e jurídicas cabíveis para a apuração dos fatos e responsabilização dos envolvidos, detalhou a UnB em comunicado.
A universidade também declarou solidariedade aos estudantes agredidos durante o episódio. A instituição afirmou que prestará todo o apoio necessário a quem foi prejudicado e garantiu que seguirá firme na defesa de sua comunidade, de seus espaços e da convivência democrática. A Agência Brasil aguarda manifestação dos advogados de defesa do candidato sobre o ocorrido.


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